Para Fatumbi Verger e Cravo Neto

Participei nas últimas 4 semanas (Abril e Maio) da Oficina “Olhares Inspirados em Pierre Verger e Mario Cravo Neto”, na Casa Mário de Andrade estudando um pouco da obra de dois artistas, Pierre “Fatumbi” Verger e Mario Cravo Neto.

A Oficina, ministrada pela fotógrafa Fernanda Procópio foi excelente. Pecou por um único problema: a duração. A obra de ambos artistas é muito vasta, tal e qual o conhecimento que a professora tem sobre o assunto e sobre o Candomblé. Acho que a oficina tinha que ter durado um ano (risos). Bem, foi uma oficina curta, mas foi uma experiência muito enriquecedora.

Visitamos durante as aulas um terreiro de Candomblé e a Praça da Sé, em São Paulo, afim de, inspirados que vimos nas aulas, fazer algumas fotos. O resultado levou à uma exposição que ficará de 25/05 a 30/06 na Oficina da Palavra, na Casa Mário de Andrade.

Confiram abaixo a apresentação da exposição e o convite.

Para Fatumbi Verger e Cravo Neto

Talvez não exista satisfação maior do que mergulhar no universo de um artista. Esse mergulho é um começo, e todo começo é vertiginoso. Fomos vertiginosamente inspirados pelos olhos magistrais de Verger e Cravo Neto, retendo as nuances de seus trabalhos, biografias e legados: relíquias em estado puro.

A exposição é o resultado da Oficina de Fotografia: Olhares Inspirados nas obras de Pierre Verger e Mario Cravo Neto, e do nosso mergulho, dedicada a esses dois fotógrafos que nos ensinaram a absorver a cultura negra com olhos limpos de qualquer preconceito, cheios da avidez que permite múltiplos encontros.

Amparados pela nossa educadora, Fernanda Procópio, que sabe, sobretudo, dotar seus alunos de asas, tivemos a oportunidade de captar/descortinar/doar percepções, inspirações, retalhos, gestos e insinuações, tendo como palcos dois passeios fotográficos: a Festa dos Orixás Guerreiros e Iemanjá – no terreiro de candomblé Ilê Axé Palepá Mariwo Sessu – e a Praça da Sé, em São Paulo.

Oferecemos, portanto, os frutos de nossa inspiração. Daquilo que nossa alma captou, em contato direto com a música, o cheiro, as cores e o sagrado do candomblé e as simetrias feias e belas, cruas e nuas, poluídas, intensamente azuis e intensamente cinzas do centro do centro de nossa cidade.

Agradecemos à Oficina da Palavra – Casa Mário de Andrade, por nos proporcionar conhecimentos preciosos e, principalmente, a ânsia por novos começos.

Bianca Lunna
Maio/2012

Para Fatumbi Verger e Cravo Neto
Para Fatumbi Verger e Cravo Neto

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